Robinson, Carlos Eduardo e Fátima são bons nomes para governar o RN, diz vice - JORNAL CORREIO DO AGRESTE

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Robinson, Carlos Eduardo e Fátima são bons nomes para governar o RN, diz vice

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Vice Fábio Dantas
O governador em exercício Fábio Dantas (PC do B), em avaliação ao período eleitoral que se aproxima, analisou, a pedido do Portal Agora RN/Agora Jornal, os nomes ligados a um dos principais pleitos que será disputado em 2018: o de governador do Rio Grande do Norte. Políticos como o prefeito Carlos Eduardo (PDT), a senadora Fátima Bezerra (PT) e o próprio ocupante atual do cargo Robinson Faria (PSD) são boas opções, de acordo com Dantas, favorável à pluralidade de postulantes, que, segundo ele, deverá gerar um debate eleitoral benéfico para o estado.

“Sou a favor da maioria das candidaturas a governador, independentemente de nomes. A senadora Fátima Bezerra, o prefeito Carlos Eduardo e o governador Robinson Faria são nomes que foram bem votados no estado; são pessoas que têm virtudes em suas candidaturas, e é importante que todos eles sejam candidatos pela democracia. A democracia é boa por isso: a pluralidade de candidaturas forma uma discussão democrática melhor. O debate político nas eleições provoca um conhecimento de propostas e melhorias”, disse.

Além de observar os nomes de Carlos Eduardo; Robinson e Fátima, Fábio Dantas também deu seu ponto de vista acerca de outros pré-candidatos e políticos que estão ensaiando candidaturas ao governo do estado; o vice-governador e atual governador interino também revelou se defenderá uma tentativa de reeleição de Robinson e se comporá uma nova chapa com ele. A atuação dos senadores e da bancada federal, em Brasília, também foram temas discutidos com Fábio Dantas na exclusiva com o Agora RN. Confira:

AGORA JORNAL: Como o senhor vê os nomes de candidatos não tradicionais ao governo, como os da vereadora Clorisa Linhares, do desembargador Cláudio Santos e de Tião Couto?

FÁBIO DANTAS: Tião Couto representa a parte do empresariado, ele será um nome bom para discussão e trará elementos que vão agregar ao debate; a Clorisa Linhares, vereadora de Grossos, representa o segmento do Legislativo Municipal, que é uma classe menos lembrada no âmbito estadual e mais lembrada pelos munícipes. A adição dela também será interessante. Por fim, Cláudio Santos foi meu chefe e é meu amigo pessoal; vejo ele como um grande candidato, e faço votos para que ele enriqueça o debate pela postura de magistrado que tem e que trará ao processo eleitoral. Ele vai mostrar uma realidade sob uma ótica diferente.

AJ: O senhor defende a reeleição de Robinson?

FD: Robinson é o candidato natural à reeleição. Acho que agora ele está muito focado na parte administrativa. Da forma que o estado está, são necessárias melhorias para beneficiar o aspecto eleitoral dele [diante da sociedade]. Torcemos para o Rio Grande do Norte melhorar e – melhorando – ele será um candidato em potencial à reeleição.

AJ: Acredita que Carlos Eduardo é um nome forte para 2018, apesar dos problemas que vem enfrentando em sua gestão municipal?

FD: Carlos Eduardo tem sofrido as mesmas adversidades que os estados e municípios pelo Brasil estão. Há duas peculiaridades entre estado e município. Wilma de Faria dizia: ser prefeita de Natal é uma coisa, ser governadora é outra. O estado tem diferenças muitos significativas. O município lida com a Câmara de Vereadores e com obrigações constitucionais, que são Educação e Saúde. Já o estado lida com o Tribunal de Justiça; com o Ministério Público; com a Assembleia Legislativa; com o Tribunal de Contas do Estado; com a Defensoria; com a UERN, além da Saúde, Educação e Segurança – é uma complexidade muito maior. A diversidade que o prefeito tem é muito menor em relação ao governo.

AJ: Partindo para a política pessoal, o senhor está à disposição do governador para compor uma nova chapa em 2018?

FD: Vice não pode ser candidato, ele tem que ser escolhido. Eu faço parte do governo atual e estou na atividade, e se o governador achar que deve decidir [por mim de novo] e se as adversidades forem superadas, meu nome estará à disposição para discussão, mas quem escolhe o vice é o governador e seu grupo político. Além disso, eu também não estou tão focado em saber se vou ser parte de 2018; minha preocupação maior tem sido o administrativo de hoje.

AJ: O senhor estaria interessado em disputar um cargo como o de senador?

FD: Não. Meu nome só está à disposição para trabalhar e melhorar a situação do estado frente às adversidades. Não tenho nenhuma aspiração política no momento, 2018 nem passa pela minha cabeça. A única coisa que pleiteio é a reeleição da deputada Cristiane Dantas, que é minha esposa. Claro que, com as coisas melhorando dentro da gestão, aparecem nomes para se trabalhar, ou não. Se não melhorar, daqui a um ano e três meses vou para casa tentar ajudar o estado de outra forma.

“Estado cobra mais da bancada federal”

Mirando o exemplo dos prefeitos potiguares que foram até Brasília cobrar (e conquistar) mais ajuda financeira para seus respectivos municípios, Fábio Dantas apontou que a bancada federal do Rio Grande do Norte, composta por senadores e deputados federais, deveria se empenhar mais em auxiliar o estado neste sentido. Ele citou o exemplo da contribuição pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que está acima do estadual, e que deveria ser melhorada para auxiliar nas finanças do governo.

“No momento, os estados precisam de muita ajuda de suas bancadas. Um exemplo de desigualdade: os municípios se uniram e foram à Brasília para a Marcha dos Prefeitos, nisso, conseguiram várias melhorias, como o 1% de FPM no meio do ano e mais 1% no final. Isso daria para pagar duas folhas por ano. Imagine o quanto isso alivia as finanças dos municípios. Mas e os estados? Esse mesmo valor daria algo em torno de R$ 500 milhões para o Rio Grande do Norte; daria para pagar uma folha no meio e no final do ano, principalmente porque o FPM do final do ano é o acumulado do ano inteiro. Constitucionalmente, os municípios tinha 22,5% e os estados 23,5% do bolo federativo. Hoje os municípios tem 24,5% e os estados continuam do mesmo jeito. Os municípios tiveram um ganho na última década e os estados, não. A bancada federal poderia reacender essa discussão. Esse aumento seria fundamental para regularizar a situação dos estados e do nosso, em especial. Aí sim a bancada poderia fazer uma grande contribuição, votando até dezembro por mais 1% de FP para os estados”, destacou o vice-governador.

AJ: Em reflexo a essa atuação da bancada, o senhor defende a reeleição dos atuais senadores, Garibaldi e Agripino?

FD: Eles são candidatos naturais e vão buscar a continuidade de seus mandatos, porque dentro de uma estratégia política, eles têm possibilidade de vencer.

AJ: Como assim?

FD: Todo mundo acha que vai ganhar como senador e haverá muitos candidatos ao cargo – isso poderá fazer com que Agripino e Garibaldi sejam reeleitos com menos votos se comparados à eleição passada. Há uma pluralidade de candidatos, e é preciso lembrar que não há segundo turno. Acredito que eles sejam os favoritos. O grande problema para os outros adversários é justamente essa pluralidade de candidatos: são muitos para duas vagas, e com um único turno. Será um debate interessante.

AJ: O que o senhor acha da atuação dos senadores até agora?

FD: São senadores que estão na ativa há muito tempo e já somaram colaborações para o Rio Grande do Norte, mas a população cobra e clama por mais. O próximo pleito será sobre um debate do que existiu, do que existe e do que pode existir com novos nomes.

AJ: Partindo para um âmbito nacional, como o senhor avalia o momento atual do Brasil e como ele é refletido nas administrações estaduais?

FD: O país está em uma situação difícil, necessitado de reformas – algumas impopulares – para que os próximos governantes não sofram tanto quanto hoje. A matriz de despesas do estado foi gerada no milagre brasileiro de desenvolvimento visto no governo do presidente Lula, e que foi muito impactante para a economia (boa para o rico e boa para o pobre). Hoje não, passamos a ter uma receita maior e a despesa de um país pujante.
Do Agora RN

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