Cotado para disputar o Governo do Estado nas eleições de 2018, o empresário mossoroense Tião Couto considera que a solução para a crise que o Rio Grande do Norte enfrenta passa necessariamente pela escolha, no próximo pleito, de um “gestor” oriundo da iniciativa privada, e não de um político tradicional. “A saída começa em escolher um gestor, não um político para ‘pegar’ o que o estado tem e fazer uma divisão para si próprio. Tem que se escolher um gestor que tenha competência e credibilidade para atrair investidores. Investidores que acreditem nessa pessoa e que tragam investimentos [para o RN]”, defende.
Filiado ao PSDB, Tião avalia que, apesar de o estado ter “grandes potenciais”, as últimas administrações públicas não têm realizado ações que colaborem para o desenvolvimento econômico e social dos potiguares. “O estado está praticamente parado por causa de um aeroporto; estamos todos prejudicados porque não temos estradas; e não temos como escoar nossos produtos porque não temos uma estrutura portuária decente”, exemplifica.
Na avaliação do empresário, o atual governo, de Robinson Faria (PSD), é uma “extensão” do governo Rosalba Ciarlini (atualmente prefeita de Mossoró). “Não vejo nenhuma perspectiva de melhora para o Rio Grande do Norte. Isso afugenta os investimentos. Eu, que sou empresário local, não tenho coragem de investir, imagine investidores de outros estados e países. Considero esse governo Robinson é um segmento do governo Rosalba. Não conheço um projeto que mostre que [Robinson] tenha uma solução para o estado”, critica.
Em 2016, Tião disputou, pelo PSDB, a Prefeitura de Mossoró. Apesar de ter conquistado votação surpreendente (quase 52 mil votos, ou 39% dos válidos), ficou com o segundo lugar, perdendo justamente para Rosalba. Desde então, vem liderando um grupo de empresários que simpatizam com a ideia de lançá-lo para a disputa do governo estadual no ano que vem. Entre os nomes que compõem esse coletivo, o tucano destaca os empresários Marcelo Alecrim, da rede Ale Combustíveis, e Flávio Rocha, diretor dos grupos Guararapes e Riachuelo.
“Temos nos reunido com pessoas que investem no estado e queremos encontrar uma saída. Todos estamos envolvidos num projeto político”, revela, acrescentando que está percorrendo o estado para “conhecer o potencial de cada região”, como o da exploração de petróleo na região Oeste. “Precisamos reativar campos de petróleo, fazer com que a Petrobras volte a investir no RN ou passe o comando para outros investidores para que o RN possa sair dessa [crise]”, exemplifica.
Sobre o grupo do qual faz parte – e lidera –, Tião destacou que o objetivo será lançar uma “chapa completa” no ano que vem, com candidatos para todos os cargos possíveis. “Queremos ter uma candidatura completa, mas só o tempo vai definir os nomes. O fato é que teremos candidatos sim, não voltamos mais atrás”, pontua.
FILIAÇÃO A OUTRO PARTIDO
Mesmo estando atualmente ligado ao PSDB, legenda pela qual disputou a Prefeitura de Mossoró no ano passado, Tião admite que tem dialogado com líderes de outros partidos, tendo em vista que seu projeto é “suprapartidário”.
“Temos feito uma caminhada suprapartidária discutindo saídas para o RN. Estamos dialogando com pessoas interessadas. Sou do PSDB, mas depois das coligações [manutenção desta possibilidade para o pleito do ano que vem], nós estamos analisando qual é a melhor opção. Se eu for candidato a governador, tenho que ver qual é o do interesse do partido e dos demais membros. Não descarto, mas dependo dos outros colegas”, afirma, insinuando que sua permanência no PSDB está condicionada à aprovação de seu nome para a disputa pelo Governo em 2018.
Entretanto, Tião coloca que está cedo para se discutir o rumo das eleições. “Não é o momento ainda de definição. Estamos analisando todas as possibilidades. Lá na frente as coisas mudam. É preciso entender isso e fazer conta”, finaliza.
Agora RN
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